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Endividamento das famílias cuiabanas apresenta leve recuo em maio

Pesquisa coloca capital mato-grossense com índices abaixo da média nacional, que somou 77,6% neste mês

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O percentual de famílias endividadas em Cuiabá atingiu 71,9% em maio. O levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio (IPF-MT), mostrou recuo de 0,2 ponto percentual sobre o mês anterior e de 1,5 ponto percentual no comparativo com maio de 2021.

O diretor de pesquisas do IPF-MT e superintendente da federação, Igor Cunha, ressaltou a queda no endividamento nos últimos 13 meses. “O nível de endividamento das famílias teve uma queda de 2,04% de maio de 2021 até o atual momento, o que pode ser considerado um bom indicador para a economia local, pois a população dispõe de mais dinheiro para consumir no comércio local”.

O resultado atual coloca a capital mato-grossense com índices abaixo da média nacional, que somou 77,6% em maio. Já com relação à inadimplência das famílias, as que declararam estar com contas em atraso colocou Cuiabá com índices maiores que o resultado nacional, com 29,1% em maio contra 28,7% também no mesmo período.

Igor Cunha também destacou o recuo da inadimplência no comparativo anual da pesquisa. “De forma positiva, o número de endividados com contas em atraso saiu de 66.775 pessoas em maio de 2021 para 58.848 pessoas no mesmo período de 2022, demonstrando que 12% das famílias cuiabanas conseguiram quitar suas contas entre maio de 2021 e de 2022”.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) revela que os que ganham mais de 10 salários-mínimos ainda são os mais endividados e os que ganham menos de 10 s.m. estão encontrando mais dificuldades para pagar as contas.

Os principais tipos de dívidas continuam sendo o cartão de crédito (78,4%) e os carnês (31,8%). Os financiamentos com carro e casa correspondem a 8,4% e 4,9%, respectivamente.

Segundo análise do IPF-MT, a capital cuiabana deve seguir em queda no nível de inadimplência, o que pode estar associado ao ganho, por parte das famílias, do saque extraordinário (do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), oportunizando o pagamento e até a quitação de dívidas com o dinheiro extra recebido em conta. (Com Assessoria)

 

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